sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Nostalgia.

A magia da infância as vezes não consegue ser explicada, basta apenas usar a memória para além dos tempos em que andavamos de calcinha e talco no peito pela casa, riscando a parede, furando o sofá, assistindo desenho o dia tooodo e vivendo sem qualquer preocupação nesse mundão.
Por falar em mundão, quando somos crianças as coisas ganham um aumento natural, o quintal é enorme, as distâncias dos amigos e daqueles que amamos parece sem fim e a espera pelo natal nunca acaba.
A sinceridade é ponto forte, e pra mim essa é a qualidade maior dessa época, crianças não iludem, a não ser que tenham vocação das forças do mal desde pequenas, mas a grande maioria é inocente, acredita, tem aquela fé que nos falta quando grandes, aquela crença constante de que tudo vai dar certo, mesmo que só dê certo porque nossos pais vão fazer dar.
Esse ponto faz falta também, alguém que cuide da gente, que nos faça levantar quando levamos aquele quedão andando de patins, que assopre a ferida com merthiolate depois de cair do muro, que segure nossa bicicleta quando ainda aprendemos a dar nossas primeiras pedaladas.
E é isso que vamos procurar pro resto da vida: apoio incondicional, porque mesmo que sejamos fortes e independentes, a ausência daquela mão nos dando base e a certeza de que tudo vai dar certo sempre vai se fazer sentida, o carinho, o colo para chorar as decepções mais amargas e ouvir depois que sim, tudo vai ficar bem, a falta dessa ligação, das preocupações que não existem, na crença de que o mundo é bão Sebastião ficaram sempre como memórias de um tempo de plenitude e paz.
eu tenho saudades da minha infância e você?

4 comentários:

Paulinha Costa disse...

Vc me fez lembrar de dias tranqüilos no quintal de casa, onde a minha unica preocupação era qual seria o bolo pro café da tarde. Que saudade, daqueles dias de brincar de esconde-esconde pela casa com meus irmãos. De correr pro colo da vovó, de achar tudo tão grande...
ADorei! Bjsss

Tâmara disse...

Isso me lembrou as tarde brincando na vila, andando de bicicleta... e a mamae sentada na porta com um vidro d mertholat na mão... sempre rolava uma queda! Lembrou tb da minha tia-vó me ensinando a fazer um laço...era tao dificil na epoca.. mais me lembro como se fosse hj dela sentada no chao me ensinando, repetindo e repetindo milhoes de vezes ate eu aprender! Saudades...

Jose Ramon Santana Vazquez disse...

...traigo
sangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
alma
que
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...


desde mis
HORAS ROTAS
Y AULA DE PAZ


TE SIGO TU BLOG




CON saludos de la luna al
reflejarse en el mar de la
poesía...


AFECTUOSAMENTE:
NATHALIA


DESEANDOOS UNAS FIESTAS ENTRAÑABLES OS DESEO FELIZ AÑO NUEVO 2010 Y ESPERO OS AGRADE EL POST POETIZADO DE LA CONQUISTA DE AMERICA CRISOL Y EL DE CREPUSCULO.

José
ramón...

Débora disse...

saudades diárias em dias frios e gris